Palestrantes do V Colóquio Internacional: Políticas e Gestão de Acervos no Peru, 2019

Agradeço profundamente à Fundação Wiese o convite para minha participação no V Colóquio Internacional: Políticas e Gestão de Acervos no Peru – Formação, balanço e perspectivas, que aconteceu na cidade de Trujillo, no Peru, nos dias 23 e 24 de agosto de 2019.

Em um auditório lotado de gestores e especialistas de todo o país, o primeiro dia de palestras debateu temas como “Os Acervos e os Especialistas”, enfocando as estratégias vinculadas ao registro e à catalogação, à conservação e à investigação desenvolvidas à volta das coleções; “O papel social das coleções na atualidade”, um diálogo entre as diversas disciplinas que confluem para transformar a informação científica obtida a partir dos objetos de uma coleção em conteúdos adequados a um público maior e mais plural; e “Sustentabilidade Institucional”, que debateu estratégias de governança, gestão e obtenção de recursos para a sobrevivência e o desenvolvimento das instituições ligadas à investigação, custódia e uso social dos acervos. No segundo dia, tive a honra de visitar o complexo arqueológico El Brujo e estar frente a frente com uma das múmias mais impressionantes da arqueologia latinoamericana: a Señora de Cao.

Destaque publicado no Facebook de El Brujo

No Colóquio, integrei a Mesa 5 – As Coleções como elemento de desenvolvimento, ao lado de duas mentes extremamente ágeis e profundamente conhecedoras do tema: Ulla Holmquist, ex-Ministra da Cultura, e Prof. Rafael Vega-Centeno, do Depto. de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Peru. Com eles, defendi a ideia de que acervos são instrumentos superpoderosos, na medida em que podem instigar o debate sobre temas sociais difíceis, permitindo um melhor entendimento do mundo e produzindo empatia entre diferentes grupos e indivíduos. E que é dever do museu envidar todos os esforços para que as coleções sob sua guarda sejam utilizadas com esse fim.

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