Entrevista com Bill Griffiths, coordenador do curso International Museum Academy

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Bill Griffiths TWAMEntrevistei Bill Griffiths, diretor de Programas do Tyne & Wear Archives & Museums em Newcastle upon Tyne, na Inglaterra, e coordenador do curso International Museum Academy, que acontecerá em outubro no Rio de Janeiro, graças ao Programa Transform de Museus do British Council Brasil.

Nota: as inscrições para o curso, que tem como tema “Desenvolvimento de Públicos”, se encerram dia 31 de agosto. Corra.

1. O British Council organizou o International Museum Academy em São Paulo no ano passado. Quais foram as suas impressões sobre os profissionais brasileiros nessa ocasião?

Apaixonados, dedicados e criativos – essa seria minha definição. Todos no curso realmente queriam fazer uma diferenca positiva com relação a seus públicos. O grupo que viajou do Reino Unido para São Paulo para dar o curso sentiu-se inspirado e humilde perante a energia dos colegas brasileiros, isso sem mencionar os incríveis museus que visitamos.

2. A pesquisa de público é muito importante, mas seus resultados precisam se relacionar com o programa dos museus – e algumas vezes isso simplesmente não acontece. Este tema é abordado no curso?

Tentamos ilustrar tudo, sempre, com exemplos práticos, de forma a que as pessoas possam ver como os dados são usados. Além disso, pedimos a todos os alunos que preparem e apresentem um projeto de desenvolvimento de público que eles irão implementar em seus museus. Não há motivo de se fazer uma pesquisa se ela não for utilizada para o aprimoramento!

3. O IMA também traz benefícios para os pequenos museus?

Definitivamente, sim. Os princípios do desenvolvimento de públicos são os mesmos, não importa o porte do museu, e queremos ajudar os colegas a desenvolver abordagens escaláveis, adaptáveis ao desenvolvimento do público de seus museus. Outro aspecto do curso é que ele permite uma grande oportunidade de networking para os profissionais de todo o Brasil. Portanto, se [o leitor desta entrevista] trabalha em um pequeno museu, durante o curso ele poderá criar inúmeros novos contatos, e nós encorajamos que todos os alunos fiquem em contato e apoiem uns aos outros no futuro.

4. O não-público é um tópico muito relevante no Brasil, já que uma pesquisa feita em 2009 mostrou que 90% da população nunca entrou em um museu. O IMA abordará este tema e modos de o museu relacionar-se com o não-público?

Para mim, este é um aspecto fundamental do curso. Museus podem ter um papel importante na sociedade, mas para fazer isto eles têm de alcançar as pessoas que não visitam os museus e demonstrar que eles têm algo a oferecer-lhes. Algumas vezes isso pode significar desenvolver as ofertas, outras vezes é uma questão de pensar uma estratégia de comunicação diferente, mas sempre tem a ver com tentar compreender quais são as necessidades das pessoas.

5. Quais são as suas expectativas no Rio? E o que os alunos poderão esperar do IMA?

Espero encontrar um fantástico grupo de colegas, que possamos trabalhar duro juntos e desenvolver novos pensamentos em torno do tema “desenvolvimento de públicos”. Os participantes ganharão confiança e desenvolverão novas abordagens (inclusive, um projeto real) que eles poderão levar aos seus museus e com isso dar um passo em direção à mudança que desejam realizar.

Visite o Tyne & Wear Archives & Museums

Bill Griffiths é Diretor de Programas da TWAM – Tyne and Wear Archives & Museums. Arqueólogo, é membro da  equipe de gestão sênior do TWAM há mais de 12 anos e possui 30 anos de experiência em projetos culturais, além de ter participado  na implementação de um novo museu, o Segedunum, inaugurado em 2000. Bill já coordenou inúmeros projetos de larga escala para o aprimoramento de museus e desenvolvimento de público, incluindo exposições, programas de aprendizado e envolvimento com a comunidade, festivais, tanto no Nordeste da Inglaterra como no exterior. Foi coordenador do Museum Training School, realizado pelo British Council em parceria com a University College London (UCL), em 2014.

Separador

English version

Interview with Bill Griffiths, Head of Programmes, Tyne & Wear Archives & Museums in Newcastle upon Tyne, UK, and coordinator of the International Museum Academy, course that will take place in Rio de Janeiro in October 2016 thanks to the Transform Museums Programme of the British Council Brazil.

1. The British Council organised the International Museum Academy in Sao Paulo last year. What were your impressions about Brazilian museum professionals then?

Passionate, dedicated and creative would be my view. Everyone on the course really wanted to make a positive difference for their audiences. The team of us who came out from the UK to deliver the course were inspired and humbled by their energy, not to mention the incredible museums we visited.

2. Audience research is very important, but results must relate to the museum’s programme – and sometimes they simply aren’t used at all. Do you talk about that in the course?

We try to take everything back to real examples so that people can see how the data is used. In addition we ask all course participants to present an audience development project they will implement when they get back to their museum. There is never any point doing the research if you don’t use it to improve!

3. Would you say the course benefits small museums as well?

I would say definitely yes. The principles of audience development are the same no matter the size of your museum, and we want to help colleagues develop scaleable approaches to developing their audiences. Another aspect of the course is that it provides a great networking opportunity for professionals across Brazil. So if you work in a small museum you will be able to create lots of new contacts, and we encourage all the students to stay in touch and support each other in the future.

4. Non-audience is a very relevant topic in Brazil. A research made in
2009 showed that 90% of the population has never entered a museum. Will you address ways to relate to non-audiences in IMA?

For me, this is a fundamental aspect of the course. Museums can have an important role in Society, but to do that they have to reach out to people who do not visit, and demonstrate that they have something to offer them. Sometimes that may be about developing your offer, sometimes its about communicating differently, but its always about trying to understand people’s needs.

5. What are your expectations in Rio? And what the students can expect from IMA?

I am expecting to meet a fantastic group of colleagues and for us to work hard together and develop some new thinking around audience development. They should expect to gain confidence, and develop new approaches (and indeed a project) that they can take back to their museums to make the step change they want to make.

Visit the Tyne & Wear Archives & Museums

 

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