Números da Cultura

Dia 30 de setembro, a JLeiva realizou no Oi Futuro de Ipanema, Rio de Janeiro, o encontro “Números da Cultura”, que teve por objetivo apresentar e promover o debate sobre os principais indicadores culturais do Brasil: o que eles mostram e como preencher as lacunas existentes para aprimorar a ação pública e privada no setor.

O seminário contou com a participação de Guilherme Varella (MinC), Luciane Gorgulho (BNDES), Antonio Alkmim (IBGE), Álvaro Santi (Observatório da Cultura de Porto Alegre), Cristina Lins (REDEPCULT), Gabriel Santini Pinto (Firjan), Luiz Carlos Prestes Filho (Pesquisador de Economia da Cultura), Gisele Jordão (Panorama da Cultura/ESPM), Gilberto Vieira (Observatório de Favelas), Márcia Dias (Festivais Internacionais do Rio) e Roberto Guimarães (Oi Futuro).

Particularmente importante foi a mesa “Como Mapear Setores Culturais”, que contou com Eneida Rocha (IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus), dividindo o palco com Alex Patez Galvão (Ancine), Leda Paulani (Fipe) e Pedro Paulo Gangemi (FGV Projetos). Há alguns anos, um seminário que falasse de economia criativa e números da cultura não teria “museus” com esse destaque.

No encontro, foi distribuída uma compilação das principais bases, pesquisas e análises disponíveis online sobre “números da cultura”, com seus endereços eletrônicos. Segundo os organizadores, a versão digital do livrinho estará disponível no site Números da Cultura.

O tema “museu” está cada vez mais presente na cabeça das pessoas, aqui e no exterior (é verdade: esta semana, fui a dois cafés, em dois bairros diferentes do Rio, e nos dois havia uma mesa falando – bem – de museus).

Bom saber que, mesmo com a crise econômica, o assunto vem gerando cada vez mais interesse. Isso é importante para atrair público, não-público, dinheiro, ideias frescas (de “iniciante”, como diz o zen budismo) e, sobretudo, para obrigar maior atenção e responsabilidade do poder público e privado em relação ao patrimônio cultural.

O único senão do evento foi a recusa de inscrições por suposta “lotação esgotada”. Se a gente acreditasse, não chegava lá cedinho, não insistia para abrirem uma lista de espera e não entrava, tranquilamente, 15 minutos depois. Afinal, tinha bastante gente na plateia, mas não estava lotado.

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