Ed Rodley, Peabody Essex Museum

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Ed RodleyEntrevistei Ed Rodley, diretor associado de Mídia Integrada do Peabody Essex Museum – PEM, nos EUA, e Secretário da Diretoria da MCN – Museum Computer Network. No PEM, ele dirige uma ampla gama de projetos digitais, com ênfase em exposições temporárias e na reinterpretação de coleções. Ed trabalha em museus há mais de 25 anos e, para eles, já desenvolveu de tudo, desde aplicativos a exposições. Dedica-se, sobretudo, a incorporar novas tecnologias digitais à prática museal e a explorar o potencial que o conteúdo digital tem em criar um mundo mais aberto e democrático.

1. Quando o Peabody Essex Museum começou a a usar a mídia digital como um modo de aumentar sua interação com o público?

O PEM vem usando a mídia digital para se conectar com o público desde muito antes de eu chegar ao museu, há quase dois anos. A mídia digital é um campo de ação tão amplo que vários departamentos começaram a trabalhar separadamente com ela, utilizando diferentes plataformas. O Marketing usou o Facebook essencialmente como mais um canal de mídia; tanto o departamento de Educação e Interpretação, quanto o de Mídias Integradas, usaram o Flickr como uma extensão de seus projetos expositivos. Desde então, nossa atividade em mídia social vem crescendo de forma orgânica. No ano passado, estivemos dedicados em consolidar uma estratégia centrada em como expandir nossos esforços online e em como fazer mais, utilizando menos plataformas.

2. Vocês estão no Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram, Flicr, Google Plus e YouTube. Além disso, oferecem atividades educativas e de lazer em seu site, como o “Learn and Play” e as exposições online com debates animados. Quantas pessoas trabalham no Departamento de Mídia Integrada? O background da equipe é multidisciplinar?

No PEM, o departamento de Mídia Integrada é responsável por criar virtualmente toda a mídia digital do Peabody, desde o website até os recursos multimídia e as atividades interativas desenvolvidas nas galerias. Nós também trabalhamos com artistas de novas mídias, de modo a garantir que seus trabalhos sejam instalados da forma apropriada. Mas há várias pessoas no museu responsáveis pela geração de conteúdo digital, particularmente nos canais de mídia social do PEM.

Nosso departamente é formado por uma pequena equipe de seis pessoas. Além disso, eu lidero um grupo interdepartamental de mídia social. Nossa formação é bem diversificada: Artes, Humanas e outras. Acho que não temos nenhum museólogo conosco no momento, mas tenho certeza de que, com o tempo, isso vai mudar.

3. Vocês têm uma estratégia diferente para cada plataforma de mídia social utilizada no PEM?

Nós empregamos diferentes estratégias para cada plataforma de mídia digital utilizada pelo PEM. Nossa estratégia global tem sido não tentar estar em todos os lugares. Há plataformas demais, e o tempo todo surgem outras tantas. Eu sou um grande fã do trabalho que o Brooklyn Museum tem feito no espaço digital. Eles publicaram um post em seu blog no ano passado, detalhando sua decisão de abandonar várias plataformas com as quais vinham trabalhando.

Nós nos debruçamos longamente sobre esse assunto – em quê estávamos empregando nossos esforços – e decidimos nos dedicar a fazer mais, numa quantidade menor de plataformas. Este ano, estamos trabalhando sobretudo com quatro: Facebook, Twitter, Instagram e o nosso blog. Cada uma dessas plataformas tem seu público específico e nós as usamos de formas distintas. Nossa audiência no Facebook, por exemplo, é constituida por pessoas geograficamente mais perto de nós, enquanto que o público do Twitter é mais disperso. Assim, o conteúdo que oferecemos num e noutro canais tende a ser adequado para cada um.

5. Um caso de sucesso de uma atividade educativa digital realizada no museu?

PEM Wiki logoMinha atividade online favorita do ano passado foi a “Wikipedia Edit-a-thon“, que aconteceu na primavera. Identificamos duas áreas temáticas do acervo do museu que estava mal representada na Wikipedia: a arte e os artistas indígenos americanos da contemporaneidade; e a arte chinesa. Recebemos um grupo de mais de 20 pessoas, alguns membros da nossa equipe, alguns editores da Wikipedia e um punhado de pessoas interessadas em ambos. Juntos, aprendemos como editar artigos da enciclopédia virtual, a identificar pontos da Wikipedia que poderiam se beneficiar de ter itens do museu (principalmente fotografias) adicionados a eles, e também a criar vários artigos do zero. Os participantes se divertiram e aprenderam muito; o museu, por seu lado, criou novo conteúdo sobre objetos de suas coleções; e a Wikimedia Commons obteve várias imagens doadas, que agora podem ser vistas e usadas por pessoas do mundo todo. Uma perfeita relação ganha-ganha-ganha!

5. As ferramentas online são ativos importantes para a interpretação de coleções de um museu?

Neste século, as ferramentas digitais e a internet estão transformando tudo, inclusive o trabalho dos museus. Antigamente, alcançar um público global era possível apenas para um pequeno grupo, formado pelos maiores museus. Hoje, isso está ao alcance de qualquer instituição.

Todas aquelas comunidades de interesses que ficavam inacessíveis são, agora, usuárias potenciais do nosso conteúdo, e membros potenciais de “nossas” comunidades. Que momento empolgante para se trabalhar em museus!

Isto é tanto uma oportunidade quanto um desafio. Não estar online, hoje, é quase o mesmo que não existir. Descobrir como aumentar nossa capacidade de fornecer acesso significativo ao público online ainda é um assunto que nos manterá ocupados por muito tempo.

O Peabody Essex Museum já pensou em desenvolver projetos digitais em parceria com museus de outros países? O Brasil, por exemplo?

Estamos sempre abertos a novas colaborações!

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Sobre o PEM

O acervo do Peabody Essex Museum reúne mais de 840.000 obras de arte e cultura sobre arte e história marítima, arte americana, africana, asiática e da Oceania; duas bibliotecas com mais de 400.000 livros, manuscritos e documentos; 1.8 milhão de itens e a Yin Yu Tang, a única casa compelta da Dinastia Qing fora da China; e 22 prédios históricos.

Em 2015, o museu dará início a um projeto de renovação e expansão que é parte de uma abrangente campanha anunciada em 2011, para celebrar a criatividade artística e cultural excepcional, de forma a transformar a vida das pessoas. A campanha inclui uma expansão de 175.000 pés quadrados, novas instalações criativas para a coleção, investimento em infraestrutura e outras iniciativas.

Para saber mais, visite o site do Peabody Essex Museum.

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Interview with Ed Rodley

I interviewd Ed Rodley, Associate Director of Integrated Media at the Peabody Essex Museum (Salem, Massachussets) and Secretary of the Board of Directors at MCN (Museum Computer Network). At PEM, he manages a wide range of media projects, with an emphasis on temporary exhibitions and the reinterpretation of PEM’s collections. Ed has worked in museums for over 25 years and has developed everything from apps to exhibitions. He is passionate about incorporating emerging digital technologies into museum practice and the potential of digital content to create a more open, democratic world.

1. When did PEM begin to use digital media as a tool to really connect with the public? How did it begin?

PEM has been using digital media to connect with the public since long before I arrived almost two years ago. Digital media is such a large playing field that different departments began working separately with different platforms; Marketing with Facebook as essentially another media outlet, and Education & Interpretation and Integrated Media with Flickr as an extension of exhibition projects. Since then, our social media activity has grown organically. In the past year, we have really worked on being more strategic in how we expend our effort online and focused on doing more on fewer platforms.

2. You are on Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram, Flicr, Google Plus and YouTube. And you offer fun and educational activities on your website, such as the Learn and Play activities and online exhibitions with lively debates. Do you have a specific department to deal with digital? How many people work in it? Do they come from different backgrounds – Marketing, Techlology, Museum Studies etc.?

At PEM, Integrated Media is responsible for creating virtually all of museum’s digital media, from the website to multimedia to in-gallery interactives. We also work with new media artists to insure their works are installed appropriately. However, there are many people in the institution who are responsible for generating digital content, particularly with PEM’s social media accounts. In IM, we have a very small team of six. Additionally, there is cross-departmental social media team of four that I lead. We come from a variety of backgrounds; fine art, humanities, and others. I don’t think we have any museum studies grads at the moment, but I’m sure that will change over time.

3. Do you have a different strategy for every social media?

We employ different strategies with each Social Media platform PEM focuses on. Our overarching strategy has been to not try to be everywhere. There are too many platforms and new ones all the time. I’m a big fan of the work the Brooklyn Museum has been doing in the digital space. They wrote a blogpost last year detailing their decision to abandon a number of platforms they’d been on. We took a good long look at where we were spending our effort and decided to focus on doing more on fewer platforms. This year, we’ve been working primarily with four; Facebook, Twitter, Instagram, and our blog. Each has its own distinct audience, and we use them differently. Our Facebook audience tends to be more geographically near to us, while our Twitter audience is much more dispersed. So the offerings we provide tend to be tailored to them.

4. Tell us about a really successful online educational activity developed at PEM

My favorite online activity we’ve done in the past year would have to be the Wikipedia Edit-a-thon we hosted last Spring. We identified two parts of the museum’s collections that were poorly represented on Wikipedia; contemporary Native American art and artists, and Chinese art. We hosted a group of over 20 people, some staff, some Wikipedia editors and a bunch of folks interested in both and jointly learned how to edit Wikipedia articles, identified places on Wikipedia that could benefit from having the museum’s assets (primarily photographs) aded to them, as well as creating a number of articles from scratch. The participants had a great time and learned a lot. The museum generated new content about collections objects, and Wikimedia Commons got a score of images donated that the people all over the world can now see and use. Win,win, win!

5. Do you see online tools as real assets to collection interpretation in a museum?

In this century, digital tools and the Internet are transforming everything, including museum work. Once upon a time, reaching a global audience was possible only for a handful of the largest museums. Nowadays it is within reach to any museum. All of those communities of interest who were once inaccessible are now all potential users of our content, and potential members of *our* communities. What an exciting time to be working in museums!

This is both an opportunity and a challenge. Not being online today is almost the same as not existing. Figuring out how to grow our capacity to provide meaningful access to online audiences is an issue that’ll keep us busy for a long time.

6. Have you ever thought about developing digital projects with museums abroad? Brazil, for instance?

We’re always open to new collaborations!

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About PEM

The Peabody Essex Museum collections feature more than 840,000 works of art and culture on maritime art and history; American art; Asian, Oceanic, and African art; Asian export art; two large libraries with over 400,000 books, manuscripts, and documents; 1.8 million works and Yin Yu Tang, the only complete Qing Dynasty house outside China; and 22 historic buildings.

The museum will start in 2015 a renovation and expansion project, part of a comprehensive $650 million Advancement Campaign announced in 2011 to celebrate outstanding artistic and cultural creativity in ways that transform people’s lives. The Campaign includes a 175,000-square-foot expansion, creative new installations of the collection, several infrastructure improvements and other initiatives.

For more information, visit the Peabody Essex Museum website.

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