Um artigo meu na Museum International

In English, below 

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É com muito prazer que comunico que a revista Museum International, uma das mais importantes publicações sobre museus do mundo, acaba de publicar um artigo meu. Abaixo, o abstract e mais informações sobre a revista. O link para o artigo é http://icommunity.icom.museum/en/content/museum-international (para membros do ICOM).
Abstract
No início de junho de 2013, um pequeno grupo de pessoas realizou um protesto na maior cidade brasileira contra o aumento das tarifas do transporte público. Na semanas seguintes, mais de 1,2 milhão brasileiros ocuparam as ruas do país. Apartidárias, as reivindicações foram mudando e tornando-se tão abrangentes quanto particulares: contra a corrupção, contra a repressão policial, contra os estádios bilionários para a Copa do Mundo 2014, pela melhoria do sistema de saúde e mais investimento em educação. Em meio à toda essa eloquência, um silêncio se evidenciou: o dos museus. Inspirando-se no Manifesto Antropofágico, um texto escrito em 1928 pelo modernista Oswald de Andrade que mudou o modo como o Brasil se viu a si mesmo e ao mundo, este artigo discute a distância entre alguns dos conceitos museológicos mais defendidos no Brasil (como os da Nova Museologia e da Museologia Social) e a ausência de resposta prática dos museus à essa onda de manifestações sociais. Se defendemos o museu como organismo vivo, como espaço de relações afetivas e de busca de respostas às indagações que afligem a nossa sociedade, será que museus brasileiros deveriam ter sido mais ágeis ao reagir àquilo que acontece à sua volta?
Sobre a revista
A Museum International é uma publicação acadêmica que promove o intercâmbio de informações sobre museus e patrimônio cultural em nível internacional. A revista visa a promover o compartilhamento de conhecimento por meio da pesquisa interdisciplinar e das melhores práticas para a proteção do patrimônio cultural em um mundo que vem mudando rapidamente.
Publicada pela UNESCO desde 1948 e com a Wiley-Blackwell desde 1992, seus direitos de publicação foram transferidos para o ICOM – International Council of Museums em 2013. Em colaboração com seu co-editor Wiley-Blackwell, o ICOM agora detém a responsabilidade exclusiva pela política editorial e o conteúdo da revista.
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I’m very proud to announce the publication of my article “Brazilian Museums and the Popular Uprisings of 2013” at Museum International. Please find the abstract below, as well as more information on the magazine.
Abstract
At the beginning of June 2013, a small group of people staged a protest in São Paulo, Brazil’s largest city, against the increase in public transport fares. In the following weeks more than 1.2 million Brazilians took to the country’s streets. The demands evolved, increased and became more individual: against corruption and repression by the police and against the billions being spent on stadiums for the 2014 Football World Cup in favour of higher investments in education. Brazilians in other cities around the world also took to the streets in support of this huge wave of popular indignation. In the middle of this eloquence, museums remained silent. Inspired by the Cannibal Manifesto, a text written in 1928 by the modernist Oswald de Andrade, which changed the way Brazil looked at itself and the world, this article discusses the distance between some important museological concepts defended in Brazil – such as New Museology and Social Museology – and the absence of a practical response from museums to this wave of social protests. If museums are spaces for dialogue and for finding answers to social issues, should not Brazilian museums be more agile in reacting to what is taking place around them?
About the magazine
Museum International is an academic journal that promotes the exchange of information about museums and cultural heritage on an international level. The journal aims to foster knowledge-sharing through interdisciplinary research and best practices for the protection of cultural heritage in a fast-changing world.

Published by UNESCO since 1948 and with Wiley-Blackwell since 1992, publishing rights for the journal were transferred from UNESCO to ICOM in 2013. In collaboration with its co-publisher Wiley-Blackwell, ICOM now holds exclusive responsibility for the editorial policy and content of the journal.

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