Os centros culturais assumem a importância de uma estratégia digital completa

Este pequeno artigo foi publicado no blog GVAM. Com a autorização dos autores, fiz a tradução e o reproduzo aqui, pois fala de um assunto ainda pouco discutido (e muito menos ainda, posto em prática) nos museus brasileiros:

r2_musac_leon_t2400776“No sábado passado, dia 8 de junho, fomos até Leon [noroeste da Espanha] para acompanhar de perto o III Encontro sobre Redes Sociais em Museus e Centros de Arte, organizado pelo MUSAC (Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leon). Antes de repassar o que alguns tweeteiros consideraram como “óbvio, mas imprescindível”, destacamos um feito: os centros culturais começaram a assumir a importância de ter uma estratégia digital completa. Hoje, fazemos “zoom” sobre a necessidade de materializar essa máxima. Fizemos uma recompilação de tweets sobre o assunto em nosso Storify.

Para começar, três grandes museus expuseram seus trabalhos online. O MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), o Museu Thyssen e o Museu do Prado estão entre os pioneiros em inovação digital. Aprenderam com seus erros e acertos, e reconhecem a dificuldade de organizar grandes equipes. Por isso mesmo, destacaram a importância de um bom trabalho em grupo. Para os museus que receberam o recado, o importante, agora, é identificar suas próprias fraquezas e forças e começar a trabalhar.

Destacamos os pontos-chave que devem estar presentes em todo roadmap digital que se estenda além das redes sociais:

  • Devemos falar de ‘ecossistema digital’ e não de ‘entorno’. Ou seja, de uma comunidade de agentes que se relacionam entre si e não apenas de um espaço. Algumas pessoas pediram mais possibilidades de interação.
  • As visitas à web já não são o único recurso para medir o êxito de uma estratégia digital.
  • A necessidade de se esquecer a diferença entre o offline e o online foi a ideia mais aplaudida. É tão importante criar projetos digitais como projetos expositivos no espaço físico dos museus.
  • Temos que aprender a reutilizar, difundir, divulgar, interatuar etc.
  • Não devemos “complicar o online”. A estratégia deve ser multicanal. Este conceito implica em definir  funções diferentes para cada plataforma e os diferentes objetivos de cada uma delas.

As empresas tecnológicas presentes no evento deixaram claro que há uma oferta ampla de soluções. A isto, juntava-se um público exigente e com vontade de “experimentar” os museus. O momento final do encontro ficou reservado para os aplicativos móveis, ferramenta de ponta dentre as inovações em museus. Nesse terreno, encontramos ótimas propostas, mas também muito desconhecimento por parte dos espaços culturais. O fundamental é que se criem apps com uma conceituação clara, capazes de ter vida própria.

decorative-line-Download-Royalty-free-Vector-File-EPS-2302
Leia o texto original, publicado em 11 de junho de 2013, aqui: http://www.gvam.es/estrategia-digital-museos/#.
Foto: GVAM

Anúncios

Um comentário

Os comentários estão desativados.