Van Gogh nunca pintou as paredes azuis

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Uma pesquisa feita durante oito anos em parceria com a Agência Holandesa de Patrimônio Cultural sustenta que muito daquilo que você acha que sabe sobre Van Gogh não seria bem assim. Como a cor azul das paredes da tela “O Quarto em Arles”, pintado em 1888, por exemplo:  originalmente, elas seriam violetas. O estudo também diz que Van Gogh seria bem menos atormentado e depressivo do que acreditamos. Segundo os cientistas, o artista era reflexivo, traçava metas e buscava alcançá-las.

A pesquisa analisou centenas das telas de Van Gogh, sua paleta e pigmentos, sua correspondência e seus cadernos. Os cientistas usaram técnicas avançadas e não invasivas no estudo, tais como microscópio de elétrons e a  espectrometria de fluorescência de raios-x. Uma parceria do Museu Van Gogh com a Shell Global Solutions permitiu que a empresa, gigante do petróleo (e, portanto, da química) colocasse seus laboratórios e pesquisadores à disposição da instituição.

Os resultados serão apresentados  na exposição “Van Gogh at Work”, a ser inaugurada este mês no museu e que inclu 150 pinturas e desenhos do artista. Dessa forma, descobriram que alguns pigmentos simplesmente sumiram da tela desde que Van Gogh os pintou.

Notícia da Folha de São Paulo, a partir de reportagem de Nina Siegal, do New York Times.

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