Acervo pictórico de Millôr Fernandes vai para IMS

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Um ano depois da morte do pai, Ivan Fernandes, filho mais velho de Millôr Fernandes, anunciou que vai “profissionalizar a gestão” do acervo do pai.

Para quem nasceu ontem e ainda não navega na internet, Millôr Fernandes foi um dos maiores cartunistas, humoristas, dramaturgos, escritores e jornalistas brasileiros. Milton Viola Fernandes (verdadeiro nome de Millôr) era carioca e morreu em 2012, fragilizado após sofrer um AVC.

Ivan dividiu em três partes o acervo deixado por Millôr em sua  cobertura na Rua Gomes Carneiro, em Ipanema. Tudo o que diz respeito aos livros de Millôr passará à responsabilidade da agente literária Lucia Riff. O que for relativo às mais de 80 peças escritas pelo autor ficará com a Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus). E os desenhos, aquarelas e crayons, entre outros trabalhos, ficarão sob a gestão do Instituto Moreira Salles (IMS), na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O acervo pictórico será levado para o IMS nos próximos dias. Para isso, a jovem geógrafa Julia Kovensky – coordenadora do setor de iconografia do instituto – passou uma semana no apartamento de Millôr, inventariando o material. Ela disse ao Globo que, nas mapotecas do estúdio, ela e sua assistente encontraram 6.577 obras em papel, entre colagens, nanquins, aquarelas, crayons e guaches.

O IMS também ficará responsável por guardar e disponibilizar para consulta 44 quadros pintados por Millôr Fernandes e 101 encadernações feitas pelo próprio artista, com a maioria dos trabalhos que ele publicou.

Além de montar exposições com a coleção, o Instituto Moreira Salles também poderá editar livros com os trabalhos.

Mais informações: O Globo, “O legado de Millôr” (fotogaleria, 17 mar 2013) e Um ano após a morte de Millôr, filho divide a obra em três partes e profissionaliza a gestão.

Foto: O Globo Divulgação (Cristiano Mascaro)

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