O Quarto da Obliteração

A artista plástica Yayoi Kusama cria trabalhos em que repete padrões exaustivamente. O fato dela ter um sério transtorno mental (mesmo), diagnosticado quando ela era adolescente, é um componente importante da obra dessa premiada artista japonesa, que se refere a si mesma como “obsessiva”.

Os trabalhos de Yayoi vão desde instalações a poemas, romances, filmes e design de moda.

Nesta proposta, feita em 2011 para a Galeria de Arte Moderna de Queensland, na Austrália, Yayoi criou o que seria o espaço interno de uma casa comum. Só que tudo era inteiramente branco. Em seguida, ela chamou crianças, que ganhavam adesivos de bolinhas coloridas para colar onde bem quisessem. Ao longo do tempo, o ambiente mudou de esterilizado a intensamente vibrante. Gelado, incomodava pela apatia, ou silêncio, ou sonolência; finalizado, incomoda pela explosão de cores, sons e emoções evocadas.

A obra se chama “Sala da obliteração”. Maravilhoso exemplo de arte conceitual, que nos induz a pensar sobre as impressões que as pessoas vão deixando num ambiente ao longo da vida.

Simples e genial, a instalação se serve dos vários sentidos da palavra “obliteração”, e bloqueia, apaga, elimina, esquece, revive, marca, impinge.

O quê? Pense você.

Mais sobre Yayoi Kusama: http://www.yayoi-kusama.jp/

 

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