O que os museus entendem de gestão?

A Imagem Cultural promoveu, em julho, a mesa “Gestão de Museus: Experiências e desafios”, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

O evento era gratuito e ficou cheio, com muitos estudantes, produtores culturais e museólogos.

Estavam presentes Vera Tostes (Diretora do Museu Histórico Nacional), Mauricio Ferreira (Diretor do Museu Imperial) e Elizabeth Pougy (Diretora do Museu do Folclore).

Com exceção de Vera Tostes, que deu um show de conhecimento e empolgação (“Só não consegue dinheiro o museu que não sabe como pedir”), as demais apresentações foram fracas, senão sofríveis. Um dos convidados passou quase todo o tempo mostrando como é e o que tem o “seu” museu e contando “causos”. De gestão, mesmo? Nada.

Vera mostrou como é importante a união da equipe do museu em torno de um objetivo comum, e como é fundamental ouvir quem entende do assunto para montar um projeto consistente e capaz de levantar verbas. O MHN ouviu administradores, comunicadores, especialistas de várias áreas, estudou e trabalhour pesado para criar o projeto que levantou os milhões necessários para as reformas, as restaurações e o novo posicionamento do museu na vida cultural do Rio. Foi uma bela fala.

É uma pena que, ao se montar uma mesa sobre um tema importante como a gestão de museus, não se procure convidar apenas quem tem o que dizer sobre o assunto. E que, ao receber o convite, a pessoa convidada não tenha a humildade de recusar, por ser expert em outros assuntos, mas não naquele em particular.

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